quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Discurso forte de Agripino fez Renan Calheiros tirar de pauta o projeto de abuso de autoridade contra o Judiciário e o MP.

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Fonte;thaisagalvão.
Foi o senador José Agripino (DEM) que intercedeu junto ao quase desatinado Renan Calheiros, presidente do Senado em seus últimos dias, para retirar de pauta o projeto de abuso de autoridade, que Calheiros, em defesa própria, já que virou réu, queria votar a todo custo e em regime de urgência na noite desta quarta-feira.

Agripino fez um discurso forte em nome do Senado, e não dos senadores, foi aplaudido pelos pares, e Renan acabou se rendendo e acatando o conselho de encaminhar o projeto para a Comissão de Constituição e Justiça para ser analisado antes da votação em plenário.

O presidente nacional do DEM recomendou que o Senado aguarde a discussão da matéria no seu mérito e que, depois do recesso, quando serão empossados os novos membros e eleito o presidente da CCJ, o projeto seja debatido e discutido durante três sessões.

Ou seja…deixar o assunto para o próximo presidente do Senado.

“Serão três semanas em que todos os entendimentos possíveis deverão acontecer”, orientou.

“Essa matéria tem que ser do interesse do povo do Brasil. Não pode haver nem vencedor nem vencido. Temos que buscar o entendimento. E isso não quer dizer que ninguém vá se curvar a quem quer que seja. O Brasil vive momentos de extrema tensão, não é boa conselheira a atitude de jogar mais lenha na fogueira. Pelo contrário, a sensatez deve ser a palavra de ordem”, disse o senador na tribuna do Senado.

Depois de acordar pra Jesus, o descompensado do presidente do Senado fez discurso de quem tinha entendido tudo…

“Agradeço a intervenção do senador José Agripino. E, interpretando o sentimento da Casa, quero adotar a sugestão. A proposta será encaminhada para a CCJ”, disse Renan, engolindo o sapo do tamanho do Brasil e retirando o projeto de pauta.

O projeto de abuso de autoridade, apresentado pelo presidente do Senado, revoga a legislação vigente e estabelece novas punições a juízes e procuradores, entre outras autoridades.
Fotos Mariana Di Pietro.






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